COMUNICANDO

 
             

   
 
 
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Sexta-feira, Junho 24, 2005

 

eu......bem tansa....mas eu...
AMANDA FREITAS - 2:53 PM

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Quinta-feira, Junho 23, 2005

 
CASTRAÇÃO DO BOLSO GERA REVOLTA INTERNA


Ao mesmo tempo em que o Brasil sofre com o cenário político, denúncias, fraudes e subornos, percebemos que a situação financeira do país também está mal das pernas. Os preços sobem absurdamente e o que ouvimos sempre na tv é que a inflação está baixa e que o país não está em crise. Será que conseguimos ser estáveis pelo menos uma vez?
Escuto que as exportações estão crescendo mês após mês, mas nunca vejo o crescimento na economia, só escuto empresários dizendo que não estão suportando pagar os mais de 70 impostos todos os meses. Importamos trigo da Argentina, souvenirs da China e produtos com valores agregados dos Estados Unidos, sendo que nós mandamos matéria prima a preço de banana para eles. Aí fica fácil perceber porque alguns países têm uma taxa de juros tão baixa e a do Brasil, meu Brasil brasileiro está acima de 19% ao ano. Isso se não subir de novo, porque parece que sempre que meu adorado Presidente da República decide fazer uma de suas viagens , a taxa selic aumenta. E ainda sou obrigada a ouvir um desabafo ordinário do seu Lula, dizendo que preciso tirar a bunda da cadeira, que sou acomodada! E ele ainda diz que a culpa é minha , é sua, é nossa, que a taxa de juros está tão alta, sendo que quem tem aval para regular isso é o governo.
Fazemos parte de um sistema econômico capitalista e isso devora cerca de metade do nosso salário todo mês, pagamos juros, taxas, multas de quase tudo que consumimos. Chegamos a pagar dívidas que nem fizemos, que é o caso da energia elétrica na época do apagão. Ainda pagamos pelo prejuízo que a distribuidora de energia teve, é só olhar seu talão de luz e perceber a quanto tempo você já paga isso sem saber.
Enquanto os pobres mortais se conformam com um salário de miséria, que hoje está em R$ 300,00 percebo que apenas cinco mil famílias do Brasil detêm o poder econômico. Restam então milhões de pobres e miseráveis. A situação é mais crítica que parece. E realmente o individualismo é a base do capitalismo, vejamos porque.
Se apenas cinco mil famílias possuem a maior riqueza do País, o que resta aos outros milhões? Serem chamados de miseráveis, pobres e coitadinhos. Mas isso nem chega a incomodar e elite, a menos que as eleições estejam chegando! É nessa época que percebemos como os ''coitadinhos'' são importantes, porque são a maioria na hora de votar. E é fácil enganá-los, é só fazer promessas, pois faltam profissionais na saúde, nas escolas, falta saneamento básico, ensino de qualidade, condições até para sobreviver. Eles prometem isso todos os anos e se elegem.
Já não creio mais em igualdade, nem que fosse implantando o socialismo. Chegamos a um ponto que não é mais possível comprar o que queremos, apenas o que nos falta e que nos será mais útil entre todas as coisas mais úteis. Vejo os milhões de desempregados, pessoas morrendo em filas de INSS e de postos de saúde. Somos tratados como animais por esse governo capitalista e sem moral.
Não agüento mais ter que pagar juros. Não suporto mais o fato de nunca ter dinheiro final do mês, não suporto mais saber que quem tem dinheiro faz dinheiro.
Enquanto escuto que preciso guardar no mínimo dez por cento do meu salário todo mês, me pergunto: se eu fizer isso, o que vou comer?
Sim, porque estou vivendo à base de macarrão instantâneo, mas nem posso reclamar, as indústrias alimentícias investem bastante na variedade dos temperos.
É meu Brasil brasileiro, quem inventou a frase que ''somos brasileiros e não desistimos nunca'', acho que não precisa contar seu dinheiro no final do mês e não precisa participar do milagre econômico diário.
Nosso país possui dimensões territoriais em grandes proporções, e talvez por isso falte a maioria conhecimento sobre os diferentes Brasis como diria Darcy Ribeiro. Cada vez que olho para meu prato, perdoem-me o sarcasmo, conto quantos fios do macarrão são de juros, e quantos pertecem à empresa que o produziu e claro, quantos restam para que eu possa saborear meu delicioso ¿miojo¿sem culpa. Isso se o governo não descobrir através de alguma teoria da conspiração que esse é o prato que mais consumo, e queira tirar ele de circulação por um tempo para que o preço dele aumente mais uma vez. É ''toda oferta gera sua própria demanda''.
E se isso servisse no campo do emprego estaríamos todos felizes, pois queremos trabalhar e falta emprego. Somos miseráveis mesmo, não temos condições de viajar final do ano, mal conhecemos nossa região, mal usamos o telefone e nos empurram celular em dez vezes sem juros (sério?). Usamos dez reais de crédito a cada três meses, senão ainda corremos o risco de perder o número!
Dá vontade de fugir, antes que a taxa selic me enforque a próxima vez que eu colocar meus pés na rua. Antes que eu precise comprar meu próximo pacotinho de macarrão. Sou uma pessoa rica em carboidratos, e devo tudo isso aos preços absurdos dos alimentos.
Enquanto espero por soluções rápidas do meu amado presidente, minhas cáries fazem a festa na minha boca, afinal, posso ser pobre, mas ajudo ao próximo. Fome nunca. Fome Zero.


AMANDA FREITAS - 1:58 PM

 

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Esse blog relata alguns dos meus momentos mais tristes, então escrevo para desabafar.Apenas isso!