Então, é isso!!!
O que me proponho a falar sobre o amor, vai além dos muitos parâmetros que conhecemos, vai além de muitas coisas que pensamos e desejamos.
Por que hoje em dia nos sentimos tão sozinhos? Acreditamos que nossas dores estão relacionadas às coisas que fazemos e erramos, mas descobri que nossas dores vem de coisas que não tentamos.
Eu erro todo os dias e quanto mais eu penso que aprendi, menos sei.
O quarto permanece vazio e não importa quantas pessoas eu tenha em meu messenger, não importa quantas palavras longínquas sejam ditas, a solidão que sinto, é da presença intercalada entre o serviço e a faculdade. É a presença no fim da noite de quarta-feira, nas manhãs de sábado, de dormir abraçadinho, tomar chocolate quente. Não me diga que não sente falta disso. Sente sim.
Vivemos em busca de algo perfeito, que nunca nos magoe, que supra todas nossas míseras expectativas, que nos diga que estamos linda mesmo quando vestimos moletom e tênis. Coisas simples, mas que fazem toda a diferença no dia a dia.
Quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu me convenço que isso está longe de acontecer. Olho para os lados e o que vejo são seres cada vez mais infelizes, denunciando uma falta de amor tremenda e enganado a si mesmos, em busca de algo patético e cheio de privilégios e vejo que não somos aquilo que sentimos e sim aquilo que temos e o que podemos comprar.
Aí disparamos em busca dessa ilusão que é o poder e quanto mais subimos, mais queremos e menos damos importância às pequenas coisas. Nos tornamos ridículos e patéticos.
Tenho medo de passar minha vida sempre em busca de alguém. Tenho medo de não ser compreendida e de ter que passar os próximos natais olhando da sacada do prédio, apenas imaginando que em alguma parte do mundo, quem sabe, existe alguém que pensa como eu e que desejaria me encontrar em uma dessas tantas curvas que a vida nos põe à mostra.
Tudo se tornou uma procura pelo óbvio, pelas coleções de beijos. Eu quero abraços, pão de queijo, sorrisos, beijos na ponta do nariz, quero carinho e cafuné, quero saudade e paixão. Momentos que tenham razão para se repetir e motivo para acontecer mais uma vez. Não quero me sentir objeto, não quero ter que ficar esperando o telefone tocar, numa busca quase que incessante por ser lembrada.
Quero a presença, olho no olho, filme e pipoca.
Quero andar à cavalo, banho de rio, rolar na grama, sem medo de que tenha formigas ou ninhos por perto.
Quero descobrir estrelas e constelações. Nuvens e suas confusões.
Eu tento encontrar isso. A simples companhia que completa o dia, que completa os finais de semana, que preencha o vazio nas festas, que sonhe com a mesma intensidade e que ame com o mesmo interesse, apenas ser feliz...
Não discordo que é preciso estar sempre em busca de alguém que nos entenda melhor, só que também sei que nessa busca desapropriada e agoniada por alguém sempre melhor (o que nunca existe) acabamos deixando de lado pessoas maravilhosas, que só precisam ser descobertas.
Para me entender é fácil e para me conquistar também, basta ser sincero e lembrar de vez em quando e , quando sentir saudade ou quando eu invadir sem querer os pensamentos, basta dizer um oi, tudo bem?
É isso que eu digo, queria ser lembrada, ao menos um dia, sem ter que fazer cobranças dissimuladas e infantis.
O que quero é algo que se completa sem precisar dizer sequer uma palavra.
¿Minha vida é sempre uma procura.¿ E se por acaso não for para ser feliz nessa vida, posso dizer que ao menos eu tentei.. ¿eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem ... ¿
AMANDA FREITAS - 1:58 PM