COMUNICANDO

 
             

   
 
 
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Segunda-feira, Agosto 29, 2005

 
Morte


É como se a morte tivesse olhos bem grandes, de cristal. Como se o medo que temos dela nos aproximasse de algo desconhecido mas ao mesmo tempo tão constante.
A morte é tão certa como a vida. É tão simples como fechar os olhos e deixar de aquecer a cama com o calor do corpo.
A morte pode ser um sopro...de vento, de medo, saudade.
A inconstância dos dias sugere aflições e previsões pouco sustentáveis sobre a vida.
Uns jogam seus destinos em cartas de tarô, outros se decepcionam com jogos, outros se atropelam pelas filas de bancos, de mercados, na fila da pipoca no cinema. Os relógios passam os minutos e segundos numa pressa inigualável e quando vemos, chega a nossa hora.
A hora de partir , de deixar pra trás coisas terrenas, pequenas, superfiais, mas ao mesmo tempo, deixamos dias, pessoas, amores, infinitas saudades.
Saudade do vento batendo no rosto, das pedras quebrando as ondas, do sorriso de nossa mãe de manhã. Do cachorro quente na casa da vizinha.
A morte nos tira projetos, pessoas, planos, desejos, vontades.
Ela poderia ser comparada com a distância (quando você sabe que nunca mais vai ver a pessoa).
A morte machuca, dói, literalmente.
Ela é inesgotável em todo planeta e carrega cada vez mais nossos amigos, parentes, conhecidos...e quantos estranhos!
Enquanto a vida pretende dar seu espetáculo criando milagres , restos de vidas se espreitam pelos becos, pelos morros, pelos ruas, hospitais...a vida some cada vez mais.
Não se pode estar vivo sem saber que se está pra morrer. Pode ser hoje, daqui a pouco, amanhã ou depois, isso eu não sei. Apenas sinto que o tempo se esvai a cada amanhecer e que aproveitar as oportunidades e seguir o coração é uma boa saída pra nunca se arrepender de nada.
Escute várias vezes a música que gosta, beije quem você tem vontade, faça festa até amanhecer. Diga a quem você ama o quanto ela é importante em sua vida e como ela faz falta.
Diz que sente falta do seu sorriso maroto, de seus olhos brilhando, frio na barriga de saudade!
Diz que se ela não estiver mais ali sua vida perde o sentido...diz que ela que faz o sentido...
Diga tudo que tem vontade, viaje, tire seus pés do chão, fale palavrão, escreva poemas, arranque flores, plante uma árvore, grite mais alto. Esqueça pelo menos uma vez ao dia alguma convenção e siga o que manda essa sua voz aí dentro de você,
Olhe pra dentro de si, sinta-se vivo, sua respiração, seus medos, seu orgulho, suas verdades.
Sinta medo...medo de não querer estar vivo e desfrutar de todas as maravilhas do mundo.
Duvide da ciência e acredite em você sempre que disserem que não é capaz.
Seja feliz e faça alguém feliz. Se levar a vida como ela tem que ser, nem sentirá medo de se perder, de perder...de morrer.

AMANDA FREITAS - 8:47 AM

 

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Esse blog relata alguns dos meus momentos mais tristes, então escrevo para desabafar.Apenas isso!